O jogo Criciúma e Caxias mostrou todos os seus ares de dramaticidade. Primeiro porque, o time não estava bem e depois, porque a proposta do Caxias, de marcar muito, era cumprida a risca. Na arquibancada, a agonia do torcedor, que fez uma grande festa, que acabou se transformando em sofrimento. E olha que o Caxias criou as melhores oportunidades, e parou nas mãos salvadoras do goleiro Agenor. Foi assim até 45minutos do segundo tempo, quando ninguém mais acreditava. Na bola do Teti, o desvio de Lincom e o gol do Lins, outro gigante em campo.Alívio, explosão de alegria, fim do sofrimento e início da festa. O Criciúma assumia a liderança do grupo D na combinação de resultados, e agora, está a uma vitória da segunda fase da série C.
Dramaticidade II
O torcedor mais uma vez foi ao estádio animado,cheio de entusiasmo, esperando que dessa vez, o time iria brindá-lo com uma grande atuação. Ao contrário|: o time não conseguiu sair da marcação do Caxias, mostrou ansiedade, nervosismo e até certo ponto resignado. O torcedor até tentou dar uma empurradinha, mas sentia que dentro de campo, o time não conseguia jogar. Defesa era chutão, meio de campo atrapalhado, e no ataque, apenas o talento de Lins, o único que se destacava, e por alguns momentos, levava vantagem sobre os marcadores. Por Agenor e Lins, e a força da torcida, o Criciúma mereceu o resultado.
Sofrimento
Foi um daqueles jogos de sofrimento o tempo todo, como tem sido nos últimos anos para o torcedor do Criciúma. O Caxias se defendia bem, tirava todos os espaços e até mostrava mais organização diante de um nervoso Criciúma. No primeiro tempo, o primeiro milagre de Agenor. No segundo tempo, mais dois pelo menos. Sem Marcio Guerreiro substituído, com Guilherme reaparecendo e depois se machucando, o time tinha todas as dificuldades no jogo. E a marcação do Caxias funcionava de forma precisa. Nem a jogada aérea com Limcom, uma jogava forte de outrora surtiu efeito. O atacante não levava vantagem sobre Claudio Luiz e Anderson Bill e aí fazer oque ? Era chutão pra área, e vantagem da zaga. O torcedor na arquibancada já estava até aceitando o empate, entendendo que empatar era melhor que perder. Se o empate era terrível, imaginem vocês a derrota. Aí, veio aquela bola milagrosa do Lins, que me lembrou em várias oportunidades o saudoso Adilsom Gomes, e o destino quis que ela fosse acabar na rede adversário. Um castigo ao Caxias ? pode ser, mas um alívio para o torcedor tricolor, que não merecia um outro resultado.
Poucas e Boas
O resultado de Caxias ajuda o Tigre voltar a liderança.
Aqui o gol não saía.
Aliás, o torcedor já estava indo embora. Muita gente só ouviu o barulho da comemoração, fora do estádio.
Agenor e Lins, os gigantes da derrota mais importante dos últimos anos no Heriberto Hulse.
Criciúma mais uma vez mostrou a fragilidade de seus laterais.
Foi o que mais o torcedor comentou nas arquibancadas do Heriberto Hulse.
Marcio Guerreiro não estava bem, mas daí sair para a entrada de Guilherme, achei demais.
Perdendo Guilherme, lá se ia a bola parada.
Aí entrou Teti e compensou.
Foi dele o cruzamento para o desvio de Lincom na disputa com a zaga e o golaço de Lins.
Obrigado senhor, foi a manifestação do Lins no microfone da Difusora AM 910, quando do gol.
Nós também entramos nessa no momento que a bola beijou a rede do Caxias: Obrigado Senhor.
Agora, uma vitória sobre o Juventude será o suficiente para classificar.
Mas para ser o primeiro, será importante buscar um ponto ao menos em Pelotas.
Depois do que aconteceu ontem, é bem possível.
Vejam que o jogo em Pelotas perde o ar de dramaticidade, pois a obrigação é do Brasil.
Espero que isso torne o time mais leve.
Quem está leve hoje é o torcedor tricolor, depois de tanto sofrimento.
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Um abraço a todos e uma ótima semana.