Quem achava que sofria do coração pode ficar tranqüilo, passou no teste e, pode continuar torcendo pelo Criciúma, indo ao Heriberto Hulse, ouvindo os jogos fora de casa pelo “radinho” e torcendo pelo seu ....tigre.
O jogo contra o Caxias, um time gaúcho de muita tradição pela pegada, marcação forte e explorando o contra ataque, transcorreu dentro de um clima tenso, cheio de alternativas, chegando a alguns momentos a levar o torcedor do Criciúma ao desespero, a cada defesa do goleiro Agenor, um dos expoentes dessa grande e importante vitória.
Mas, em alguns momentos marcantes de nossas vidas as coisas acontecem exatamente assim. Cheio de detalhes, de sofrimentos, de medo, de angústias. Esse jogo de ontem certamente ficará na história dos que torcem pelo tigre.
Ingredientes positivos I
Comecemos pela mobilização da cidade, órgãos da imprensa, comércio, torcida, presença marcante do presidente Antenor Angeloni no centro da cidade, no sábado, dos jogadores para sentirem a grande expectativa vivida pelo torcedor.
Ingredientes positivos II
A presença maciça do torcedor no jogo, com a presença de mais de 10.000, com certeza, seus gritos e cantos ensaiados, incentivos constantes aos jogadores, a alegria contagiante vinda da arquibancada.
Ingredientes positivos III
A esperança exalada de forma constante pelo presidente do clube e seus colegas de diretoria.
Ingredientes positivos IV
A atuação marcante do goleiro Agenor, um dos responsáveis pela manutenção do zero a zero até o final do jogo.
Ingredientes positivos V
A decretação da sentença final provocada pelo arremate seco, indefensável, vencedor e enlouquecedor do atacante Lins, marcando o gol da vitória, quando o ponteiro já declinava além dos quarenta e cinco minutos da segunda etapa.
Ingredientes positivos VI
A confirmação do que escrevi na última coluna, quando dizia que em momentos decisivos é preciso apostar na superação, na vontade, na união de grupo e no desejo de vencer. Tudo isso nos leva, via de regra, à possibilidade de lograr êxito em nossas lutas por resultados positivos.
Diante disso...
Quero deixar registrado o que sempre tive como lema em minhas andanças pelo mundo do esporte, nunca se deve jogar a toalha. Mesmo enfrentando inúmeras dificuldades, é preciso continuar buscando o sucesso.
Um fato marcante, e que serve como exemplo neste momento, aconteceu dentro do ginásio de esportes Colombo Machado Salles, próprio do Criciúma, hoje, infelizmente abandonado. Em 1988, a equipe de futebol de salão do tigre, dirigida pelo saudoso Clésio Búrigo, vencia por 4 a 1 a equipe do Sídera, de Siderópolis, treinada por mim, pelo campeonato regional de futsal.
Faltavam apenas 4 minutos e meio para o fim do jogo. Numa reviravolta espetacular, meus comandados conseguiram virar o placar quando faltavam apenas 26 segundos para o fim do jogo com um gol do Keka. Foi um delírio só dentro do ginásio. De um lado a cidade de Criciúma, capitaneada pelo presidente Moacir Fernandes e do outro, o prefeito Dilnei Rossa, liderando seus munícipes, tomando um lado inteiro da arquibancada. Foi simplesmente fantástico.