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Terça-feira, 22 de maio de 2012
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Contador diz que tem recebido ameaças de peemedebistas

Charles Cargnin - 03 de fevereiro de 2012 às 11:17

Ouça Agora o Áudio

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Acompanhe a entrevista de Eraldo dos Santos ao Difusora Notícias

O que era para ser uma simples entrevista para falar sobre a prestação de contas das Associações de Pais e Professores (APP) das escolas da rede municipal de Içara, acabou se transformando numa pesada denúncia de ameaça. O contador Eraldo dos Santos, proprietário da empresa Julcec (ex-Gilcec), disse que está sendo ameaçado pelo subprefeito Jurê Bortolon (PMDB) e por membros da família de Jairo Celoy Custódio (PMDB), irmão do ex-sócio de Santos, o Gilmar Custódio, falecido no ano passado. As ameaças estariam condicionadas à entrega de documentos que ficaram presos na sala de Gilmar.

Entre esses documentos, Santos citou a prestação de contas das APP´s, requerida pelo atual secretario de Educação de Içara, Toninho de Mello (PMDB). “Tudo o que ele quer é a prestação de contas para se livrar e se candidatar novamente. Mas eu não entrego para ele. Entrego para o Ministério Público”, disse, no programa Difusora Notícias. “Ele me disse que precisa desses documentos para poder se candidatar, senão terá que voltar para a sala de aula”, completou. 

A fala foi motivada pela resposta de Mello à entrevista coletiva concedida pelo PP nesta quinta-feira. Conforme a denúncia, a secretaria não tem recolhido INSS e FGTS das associações. Para se defender, Mello citou que a responsabilidade era de Santos, por ser o contador das associações. Santos, por sua vez, na sua defesa, citou que atualizou os depósitos somente à partir de outubro quando assumiu a responsabilidade que até então era de Gilmar.

Mas, Santos deixou a entender que esses documentos que ele tem em sua posse contam outras coisas. “Quando ele morreu, ele deixou tudo que tinha na sala dele. Eu sabia tudo da vida dele. Quando eu fui destrinchando a documentação é que vi a ‘podrideira’, a documentação ‘tudo irregular’”, disse. Na insistência sobre o conteúdo desses documentos, ele citou que ele se refere “a tudo que envolve o irmão dele (Jairo), o prefeito e a família”, completou.

“Já fiz denúncias ao Ministério Público. Já estou autorizado a me cuidar. Há quatro meses, minha vida virou um inferno. Eu tenho sido ameaçado em função da política”, informou. “O Ministério Público está investigando. A polícia está investigando”, finalizou.

O subprefeito Jurê Bortolon negou as ameaças e acrescentou que jamais iria requerer documentos relacionados à política, pois não pretende mais ser candidato. Jairo Custódio e o prefeito Gentil da Luz (PMDB) ainda não foram localizados pela reportagem.

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