Bedeu Fernandes
Esporte
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Bedeu Fernandes - 25 de Novembro de 2011 às 13:21h
Fim de ano........
Hora de fazer balanço, avaliações, definições sobre alterações necessárias, traçar planos para uma nova temporada. Essa atividade é constante em todos os clubes, uns com mais outros com menos preocupações, alguns com resultados positivos, dividendos alentadores enquanto outros buscam explicações e alternativas para uma nova fase com mais acertos.
No caso específico do Criciúma, difícil deixar de registrar que a temporada não foi nada boa. Criou-se a expectativa da montagem de uma grande equipe com a certeza de que o tigre brigaria pela ascensão à divisão máxima do futebol brasileiro em 2012.
Infelizmente se viu muitos equívocos, troca demasiada de treinadores, contratações de jogadores sem a qualidade mínima necessária e o desencadear de um ano caindo pelas tabelas.
A definição da empresa que comandará o futebol no clube, com o atual presidente Angeloni no comando, poderá mudar as coisas no majestoso a partir da assinatura do contrato de administração dessa empresa gestora do futebol no clube.
Fica difícil, entretanto, afirmar que as coisas mudarão de rumo imediatamente e que os resultados serão somente positivos. Os problemas continuarão a existir. Fica sim, a grande expectativa de que os erros cometidos em 2011 não sejam repetidos e que as medidas a serem tomadas a partir de janeiro sejam realmente alentadoras.
Futebol é paixão
Não se pode contestar essa tese. O mundo respira a paixão incontida de torcedores espalhados pelos quatro cantos do planeta. Uns se contentam com pouco, mas, a grande maioria entende que seu time sempre será o melhor, vencedor, conquistador de títulos.
É óbvio que a coisa não é tão simples. Para se chegar ha um objetivo é preciso montar uma boa equipe gestora, uma boa comissão técnica, um bom entendedor de futebol na hora de definir contratações e, para clubes que desejam chegar ao sucesso sem grandes investimentos, um departamento de futebol amador altamente qualificado.
“O direito de errar”.
Está faltando isso no futebol brasileiro. Os formadores de novos talentos precisam deixar de serem cobradores extremos de rigor tático, trabalhos físicos exagerados. O grande talento precisa de liberdade para poder inventar seus passos, dribles, criatividade, genialidade futura advinda de inícios de trabalhos com total liberdade.
Imaginemos o maior talento brasileiro, Neymar, obedecer a seus treinadores e se dedicar a marcar seus adversários, a colocar sobre ele músculos excessivos, e por aí afora. Ele jamais seria o gênio que é quando está de posse da bola.
Sou a favor de desobediência total e irrestrita a comandos de treinadores turrões, medrosos, retranqueiros. Esses, aliás, já estão com seus dias contados, pagando micos nos clubes que dirigem por serem desatualizados.
Copa de 1970
Lembro-me da formação da seleção brasileira na grande conquista em solo mexicano. Não tínhamos um bom setor defensivo. Entretanto, a partir dos dois volantes o Brasil desfilava talentos como Clodoaldo. No meio tínhamos o Rivelino, Gérson, Paulo César Cajú, Pelé, Jairzinho e Tostão.
Futsal
Acompanhei essa modalidade durante o 51º jogos abertos aqui em Criciúma. As minhas previsões se confirmaram. Vi um esporte altamente robotizado, com treinadores colocando palavras não entendidas pelos jogadores, com correria excessiva, de uma qualidade discutível, em todos os níveis.Fim de ano........