Bedeu Fernandes
Esporte
Ver todas notícias »
Bedeu Fernandes - 04 de Janeiro de 2012 às 11:31h
Segundo Rogério Dimas, repórter da Rádio Difusora, o treinador Márcio Goiano está pensando em utilizar duas equipes no campeonato catarinense. Uma jogará nas quartas e a outra nos jogos que ocorrem nos finais de semana. Fala-se, claro, da equipe base.
Entretanto, e, como estamos em Criciúma, numa situação de penúria no que diz respeito à composição de grupo e, principalmente de qualificação, acho isso extremamente temerário. O treinador do Criciúma deve estar convivendo com ideias mirabolantes, inovadoras, nada normais para os dias atuais.
Até acompanhamos esse tipo de ação em grandes clubes brasileiros, quando há o conflito de disputas de competições paralelas, mas, mesmo assim, em se tratando de clubes de grandes centros, os resultados são altamente negativos.
De qualquer forma, prefiro aguardar os acontecimentos e ver o que realmente o Márcio Goiano fará na prática.
Três volantes?
O Criciúma está caminhando para uma situação de dificuldades na montagem do elenco para o catarinense. Já são seis volantes treinando e mais um que está pra chegar, Thiago Dutra.
Na mesma direção, vi ontem, na Copa São Paulo sub-18, o time do Palmeiras jogando com 2 zagueiros e 3 volantes, mostrando a mesma definição tática utilizada pelo Felipão na temporada passada, de péssima campanha, até vexatória.
Será que o vexame santista no mundial interclubes não serviu como exemplo? Será mesmo que continuarão levando o futebol brasileiro cada vez mais para o fundo do poço? E os dirigentes, os empresários, os patrocinadores, não aprenderam a exigir mais qualificação nos treinadores e jogadores?
O perigo ronda o futebol brasileiro. Agora já se fala na Europa que Kaká e Pato podem estar indo para o futebol francês. Existe alguma dúvida sobre o fim do ciclo de grandes jogadores brasileiros atuando fora do país? Eu não tenho dúvida alguma sobre a falta de qualidade na formação de jogadores nas divisões de base.
Alerta geral
Ele serve para todos os treinadores, dirigentes e empresários brasileiros. A realidade exige uma recomposição dos métodos de trabalho empregados nos clubes brasileiros. Está na hora de se acabar com os “bruta montes” marcadores. Está passando da hora de se trabalhar o futebol com mais liberdade de ação para os jogadores, de trabalhos técnico-táticos inteligentes, mais trabalhos com bola e não dos ultrapassados “coletivos”, de seriedade na hora de planejar e executar as ações na área do futebol.