Jairo Martins
Motivação
Jairo Martins - 05 de Julho de 2011 às 16:40h
Desejo aos outros e recebo em mim. Olho aos outros e imagino cada um na condição que idealizo que estejam e, coincidentemente, me vejo nesta mesma condição. e quero vê-los no fundo do poço é porque ali eu estarei. Imagino cada um no lugar que os coloquei sem qualquer defesa segurando os frutos daquilo que desejei a eles. Desejo a morte e sou eu quem morre. Desejo a dor e sou eu quem limpo as chagas e feridas. A cada fracasso que desejo aos outros me sinto mais fraco e sem forças e a cada momento é selada a minha derrota. Desejo a vingança e tropeço em minhas próprias pedras. Desejo o copo de veneno e me embriago no fel e no liquido mortal em meu corpo sem ao menos ingerir de tal. Festejo o mal dos outros e vivo o mesmo mal em mim sendo apreciado pelos mesmos sem qualquer reação, mas com olhar de misericórdia. Neste ínterim, vivo o resultado do mal em mim e desço as ladeiras da existência até estacionar no fundo de um poço onde me encontro sozinho. Vivo o fruto de meu desejo sendo realizado em mim. Vivo as sombras do meu pensamento em minha realidade. Sou o que a porta de entrada permitiu que entrasse. Sou o que minha mente entende o que é fruto de habitação. O que permito que habite em mim, meu corpo viverá. Quando eu vejo as pedras preciosas dentro de cada pessoa, coloco-me a trabalhar na busca da retirada dos excessos de lama e descubro o valor de cada uma delas, pois somente a lama não me conduz ao sensível de mim, mas ao julgamento mortal de outros. Lama não é derrota, é trabalho. Mais cômodo seria julgar a lama. A pedra preciosa é fruto do meu serviço e do meu querer. A cada nova oportunidade em que eu ressuscito os mais “desprezíveis“ eu sinto um novo renascer em mim. Quando entendo que sirvo e sou mordomo sei o quanto serei servido em minhas necessidades. Entendo que nasci para combater a mim mesmo e todas as coisas que ainda não aprendi a combater voltam a me destruir com uma intensidade maior. Quando percebo que venci os maus desejos sou servido dos melhores banquetes que saciam a minha fome de vida. Os efeitos inesperados do que lanço com o bem de meus pensamentos é imensurável. Entendo e aprendo que vivo para acender uma luz na escuridão para que eu, assim como os outros, permaneça vivo. Se me manter no escuro estarei com os olhos inúteis e ainda perdido no obscuro sem destino e rumo para caminhar. Percebo que posso acrescentar calor ao frio que vivo, pois posso não ter cobertas para me aquecer. Posso entender todas as respostas e achar que vivo feliz, porem serei realmente feliz ao aprender que ser aluno é mais louvável que ser professor. O que vem volta e o que laço recebo. Bumerang!
Jairo Martins é consultor de empresas. Especialista em gestão empresarial, gestão de pessoas, estratégia empresarial, marketing e qualidade. Conferencista motivacional e escritor.