Arrependimento
Quantos de nós não tomamos decisões erradas? Decisões que nos escravizam, que nos colocam como servos das conseqüências mais inesperadas e equivocadas. Estamos mutilados. Cada pedaço sofre, cada gota de suor amarga um pesadelo infindável de culpa. A culpa que destrói, que corrói, que tira o sono, que lamenta a existência pela forma que ela deixa em ruínas o pouco que sobra da mente cabisbaixa. Para onde ir? O que fazer? No liminar do erro, uma série de razões para o “auto flagelo”, um mar de justificativas para a depressão ser bem vinda trazendo consigo a dor, o sofrimento e a tristeza sem remédio. Quando carregamos conosco a culpa, nossas mentes pesam e nossos pés rumam em direção a um desconhecido lugar, onde não há anfitriões. Estamos derrotados, nossa mente desistiu, nossa esperança era teórica e a realidade é acusadora, é vil, é dura, é cruel, é sádica, é, acima de tudo arrogante. Arrependamo-nos por não ter sido excelentes, arrependamo-nos dos erros, do coração duro. Arrependamo-nos da falta de sorriso, pois o tempo é perecível e as oportunidades escondem-se em meio a escuridão. Arrependemo-nos sem mágoas, sem ressentimentos, sem medir a intensidade e a profundidade. Estaremos prontos. Quem sabe prontos para existência recheada de surpresas; uma existência que não acusará, que será uma companheira do nosso recomeço. Nunca será tarde para voltar a ser luz mesmo que todas as vozes digam não e as teorias racionais da matemática subtraiam todas as possibilidades de sermos felizes. Arrependemos- nos, sim, e estaremos provando que somos humanos, maduros, humildes, vitoriosos. Haverão opiniões originadas da soberba nos persuadindo a não voltarmos atrás. Para essas opiniões, sejamos surdos. Arrepender é dar uma grande oportunidade a vida, para que em venhamos a descobrir que não estamos mortos.
Jairo Martins é consultor de empresas. Especialista em gestão empresarial, gestão de pessoas, estratégia empresarial, marketing e qualidade. Conferencista motivacional e escritor.